‘Amar seu corpo é ir contra tudo o que te ensinaram’, diz Alexandra Gurgel

Criadora do canal Alexandrismos no YouTube, hoje com 350 mil inscritos e 16 milhões de visualizações, a jornalista Alexandra Gurgel, 29 anos, lança seu primeiro livro, Pare de se Odiar: Porque Amar o Próprio Corpo é um Ato Revolucionário, na próxima segunda-feira (24). Essa é primeira obra brasileira a abordar temas como body positive (movimento que prega o amor ao corpo, independentemente do formato) e gordofobia.

Em 154 páginas e cinco capítulos, a autora alerta sobre questões corporais, como pressão estética e preconceito, e questiona os padrões impostos pela sociedade, levando a reflexões sobre o corpo. Confira entrevista completa com a youtuber, jornalista e militante, que falou com o CORREIO sobre preconceito, bem-estar e sobre o processo de escrita do seu livro. Deu ainda dicas para quem quer trilhar o caminho do amor próprio.

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Alexandra Gurgel questiona padrões e defende a aceitação em seu primeiro livro

Muito provavelmente você está ou já esteve, alguma vez na vida, insatisfeito com o seu corpo. Se você é mulher, a pressão estética para alcançar um determinado padrão é maior: segundo pesquisa do Royal Society for Public Health, do Reino Unido, 90% das meninas de 14 a 24 anos se sentem infelizes com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos cirúrgicos. Os efeitos da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos são ainda mais cruéis com as pessoas gordas, que enfrentam diariamente o preconceito (gordofobia) e tentam se encaixar em um padrão de beleza inalcançável.

Até a atriz Bruna Marquezine – que serve de inspiração para muita gente como modelo de beleza – revelou na última semana que passou a vida sendo vítima de humilhação corporal (body shaming) e já sofreu com distúrbio de imagem e depressão. Essas são apenas algumas das consequências perigosas da não aceitação, que incluem também bullying, isolamento, insegurança, sedentarismo, compulsão alimentar, bulimia, baixa autoestima, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, negligência médica, automutilação, tentativa de suicídio, entre outras.

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