Precisamos falar sobre o privilégio magro

Essa semana a Ellen (@atleta_de_peso) fez uma publicação sobre o quão privilegiadas são as pessoas magras. Um perfil republicou a frase e nos comentários choveram relatos de mulheres dentro do padrão falando que não concordavam com o texto e dizendo o quanto sofreram por conta da pressão estética. Sim, o sofrimento e raiva são totalmente legítimos!

Mas vocês precisam abrir mão do privilégio e entender que as coisas complicam ainda mais quando o seu corpo não está no padrão! Não, não é uma ‘disputa’ por quem sofre mais. Cada um sabe de suas dores. Mas vocês precisam reconhecer de uma vez por todas que pessoas gordas, além dos direitos e oportunidades negadas diariamente, sofrem por conta do preconceito velado. A negação de direitos e a repulsa pelo corpo gordo é chamada de gordofobia.

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Alexandra Gurgel questiona padrões e defende a aceitação em seu primeiro livro

Muito provavelmente você está ou já esteve, alguma vez na vida, insatisfeito com o seu corpo. Se você é mulher, a pressão estética para alcançar um determinado padrão é maior: segundo pesquisa do Royal Society for Public Health, do Reino Unido, 90% das meninas de 14 a 24 anos se sentem infelizes com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos cirúrgicos. Os efeitos da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos são ainda mais cruéis com as pessoas gordas, que enfrentam diariamente o preconceito (gordofobia) e tentam se encaixar em um padrão de beleza inalcançável.

Até a atriz Bruna Marquezine – que serve de inspiração para muita gente como modelo de beleza – revelou na última semana que passou a vida sendo vítima de humilhação corporal (body shaming) e já sofreu com distúrbio de imagem e depressão. Essas são apenas algumas das consequências perigosas da não aceitação, que incluem também bullying, isolamento, insegurança, sedentarismo, compulsão alimentar, bulimia, baixa autoestima, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, negligência médica, automutilação, tentativa de suicídio, entre outras.

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