Fluvia Lacerda cria próprio vestido de gala após negativas de marcas

A modelo roraimense Fluvia Lacerda, 37 anos, fez seu próprio vestido para o badalado baile de gala da amfAR, que aconteceu nesta sexta (13), em São Paulo. Isso aconteceu porque as marcas nacionais não se pronunciaram para vesti-la. Assim, ela criou o próprio modelo – um vestido vermelho ombro a ombro matador – que foi feito pela dupla de designers Mario Catto e Malu Maya.

“Já fazia alguns meses que eu e minha equipe estávamos buscando uma marca para me vestir no amfAR. Como o evento foi no Brasil, eu fiz questão de vestir um look de um estilista nacional, prestigiar a nossa moda. No começo, as marcas mostraram-se super abertas e com aquele discurso de ‘nossa, amo muito o seu trabalho’. O tempo foi passando e nenhuma delas me respondeu mais”, contou à Quem.

Que honra participar desse evento tão incrível por uma cause imensuravelmente valiosa! Foi uma noite linda e muito especial! E esse vestido foi um sonho meu, imaginado depois de tantas portas fechadas na tentativa de ser vestida por uma marca ou designer nacional. Nunca vesti uma peça de roupa com tanto orgulho! Obrigada as divinas mãos do Mario Catto e Malu Maya por executarem esse sonho de vestido de forma tão impecável! 🙌🏼✨💥 Brincos e aneis @hsternofficial Gargantilha @juliookubo Clutch @isla_oficial sapatos @riverisland ✨ Obrigada ao dream team @ebertbiasioli1 @isabelacff @cristian_heverson ♥ cabelo e maquiagem by @joaopedrobeauty 💋 @amfar #BeEpic #amfARSaoPaulo #fluvialacerda

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“Quando me questionaram o porque eu não usar um vestido de marca ali no baile, fui honesta e respondi sem mimimi”, disse à revista: “Não sou pessoa que espera sentada e muito menos fica se vitimizando. Vou atrás do que eu quero e ponto! Esperei até o último minuto e daí resolvi fazer meu próprio modelo. Para ser bem sincera, esse descaso das marcas brasileiras não me surpreendeu. É difícil ser gordo e se vestir bem no Brasil”, desabafa.

Fluvia é uma das modelos plus size mais reconhecidas do mundo: vive em Nova York há anos e tem um currículo de dar inveja: “Lá fora é diferente, temos mais opções. Muitas roupas disponíveis hoje aqui no Brasil são bregas, sem qualidade, caimento, tecido. Falta uma visão empresarial para este mercado, que só cresce e foi o único que não se abalou pela crise”.