Editora da PLUS, jornalista Naiana Ribeiro recebe homenagem na Câmara de Salvador

A jornalista Naiana Ribeiro é uma das homenageadas da sessão especial que será realizada nesta terça-feira (10 de setembro de 2019) no Plenário Cosme de Farias, da Câmara Municipal de Salvador (Praça Thomé de Souza, Centro). O encontro aberto ao público marca a comemoração do Dia do Gordo, celebrado nacionalmente em 10 de setembro, e está marcado para 18h30.

“A nossa luta é diária contra os diversos padrões e preconceitos que nos amarram. Ao contrário do que muita gente pensa, não queremos ‘implementar uma ditadura da gordura’. Queremos que a sociedade respeite não só os gordos como todas as minorias. Através do meu trabalho, mostro para as pessoas que o que importa é eles se sentirem bem consigo mesmas, independente do que digam sobre elas. Também discuto muito sobre a relação equivocada entre gordura e doença”, afirma a jornalista, que é repórter do jornal CORREIO e criou a PLUS, a primeira revista para gordas do país.

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Militantes contra gordofobia pedem medicina mais humana

Por Laura Fernandes

Quando quis engravidar, a consultora de imagem, curadora de moda plus size e mãe Kika Maia, 42 anos, ouviu do médico que seu marido, na época, não iria fazer um filho nela porque estava gorda. “Teve uma médica ginecologista, na mesma época, que disse que eu não poderia engravidar porque não era saudável”, lembra Kika sobre o estigma “gordo não é saudável”.

Adepta do exercício físico e da alimentação equilibrada, Kika optou por uma vida saudável para se prevenir do histórico familiar. Sua mãe tem diabetes e seu pai teve câncer três vezes.

“É possível a pessoa ser gorda e saudável, a partir do momento que cuida da alimentação e faz atividade física”, defende Kika. “Agora, eu não atendo ao estigma de saudável”, completa.

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Artigo: Não há espaço para a execração; saiba como denunciar ódio na web

Por Naiana Ribeiro*

Se antes as pessoas já opinavam sobre a vida alheia, com a internet – e principalmente com as redes sociais – isso se amplifica e muita gente acredita que pode se expressar sem filtros. Muitos, inclusive, saem por aí destilando ódio e fazendo ‘piadas’ que desrespeitam e machucam. Reconheço a potência das redes sociais. Através delas, recebo diariamente mensagens de mulheres e homens que se inspiram nas minhas postagens, se empoderam e se sentem representados. Esse mesmo meio que une e conecta, paradoxalmente, é usado para difundir ideais pautados no ódio e na intolerância. Portanto, na mesma proporção das mensagens positivas, tenho que lidar com comentários gordofóbicos e preconceituosos.

Percebo que o anonimato e a falsa sensação de impunidade estimulam que usuários soltem as amarras socialmente construídas e compartilhem desenfreadamente pensamentos racistas, misóginos, xenofóbicos, entre outras formas de discriminação contra as minorias políticas – o que é inadmissível em um Estado democrático de direito que respeita os Direitos Humanos. A falta de informação, semente do preconceito, também é perigosa nas redes sociais e gera verdadeiras tragédias na vida real. Bullying, isolamento, insegurança, depressão, baixa autoestima, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, automutilação e tentativa de suicídio são apenas algumas das consequências.

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Seu corpo precisa mesmo mudar? Nutricionista Paola Altheia responde

Você já se perguntou por que 96% da população ocidental feminina está insatisfeita com o corpo que tem, segundo dados da StrategyOnen? Essa inquietação norteou a nutricionista comportamental Paola Altheia, que transformou sua pesquisa e conhecimento de anos em um livro, o Não Sou Exposição.

A obra, que está sendo vendida a partir de hoje pela editora Quintal Edições, reflete sobre imagem corporal, autoestima e saúde. Para isso, a especialista faz uma análise das mudanças do corpo feminino ao longo da história; reflete sobre a ‘indústria do emagrecimento’ e o culto à imagem; e traz as consequências dos padrões de beleza para a própria sociedade.

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Artigo: “Vamos parar com a gordofobia disfarçada de preocupação com a saúde”

Por Luana Galdino

Vivemos em um mundo em que o corpo magro é endeusado, é bonito, é saúde, e o corpo gordo é considerado aversivo, é feio, é doença. Um olhar reforçado pela indústria da beleza e da estética, que necessita criar padrões para que seus produtos sejam vendidos. Nos empurram diariamente um padrão de tamanho corporal em que não conseguimos nos encaixar, e assim cria-se uma necessidade constante de consumo, à custa da insatisfação corporal que isso gera, a fim de lucrar cada vez mais.

O que ouvimos atualmente com grande frequência, dos que se dizem preocupados com o corpo da pessoa gorda, é que ela precisa emagrecer “por uma questão de saúde”. Podemos observar principalmente nas redes sociais esses comentários, e outros muito mais bárbaros e desumanos nas publicações de muitas famosas, a exemplo da bailarina e digital influencer Thaís Carla. Em seu Instagram, ela dá um show de liberdade corporal, de como é possível fazer o que quiser, porque nosso corpo, independente do tamanho, é livre e capaz de muitas coisas. Ainda assim, as pessoas só veem o externo e destilam ódio ao corpo gordo. Muita gente ainda precisa se libertar dos padrões, praticar mais respeito e empatia e parar com a gordofobia disfarçada de preocupação com a saúde.

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‘Ninguém paga minhas contas’, diz Thaís Carla sobre comentários de ódio na web

Ela foi a primeira gorda a ganhar o Se Vira nos 30, do Domingão do Faustão, em 2009 – quando o movimento body positive (que prega o amor ao corpo, independente do formato), ainda nem pensava em chegar ao Brasil.

De férias na Bahia (terra de seu marido),  a dançarina, coreógrafa e professora de dança carioca Thaís Carla, 27 anos, não esconde a felicidade por estar em um dos melhores momentos da sua carreira. Além de fazer parte do balé da cantora Anitta há dois anos e dar aulas em seu estúdio de dança, ela é influenciadora digital e tem contratos com grandes marcas.

“Cheia de amor próprio e exalando bem-estar”, Thaís quebra padrões e inspira milhares de pessoas com discursos políticos no seu dia a dia e na web. Mostra ainda que o seu corpo “nunca a impediu de realizar sonhos”.

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