Thais Carla ganha processo contra nutricionista baiana

Grande dia para a dançarina e influenciadora digital Thais Carla. O juiz Raimundo Cesar Ferreira da Costa, da 8ª Vara do Sistema dos Juizados Especiais de Causas Comuns, condenou nesta sexta-feira (1º) uma nutricionista baiana a indenizar a bailarina em R$ 5 mil após publicar sem autorização uma imagem da dançarina com um “X” vermelho em sua boca. A sentença foi publicizada neste domingo (3) por Thais em suas redes sociais.

“Tenho uma notícia incrível. O processo contra a nutricionista não chegou ao fim porque ela ainda pode recorrer, porém o juiz decretou que eu ganhei”, comemorou Thais em uma postagem no seu Instagram Stories. Ela ressaltou que sua imagem foi utilizada sem autorização, resultando na violação de direitos pessoais.

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Artigo: Não há espaço para a execração; saiba como denunciar ódio na web

Por Naiana Ribeiro*

Se antes as pessoas já opinavam sobre a vida alheia, com a internet – e principalmente com as redes sociais – isso se amplifica e muita gente acredita que pode se expressar sem filtros. Muitos, inclusive, saem por aí destilando ódio e fazendo ‘piadas’ que desrespeitam e machucam. Reconheço a potência das redes sociais. Através delas, recebo diariamente mensagens de mulheres e homens que se inspiram nas minhas postagens, se empoderam e se sentem representados. Esse mesmo meio que une e conecta, paradoxalmente, é usado para difundir ideais pautados no ódio e na intolerância. Portanto, na mesma proporção das mensagens positivas, tenho que lidar com comentários gordofóbicos e preconceituosos.

Percebo que o anonimato e a falsa sensação de impunidade estimulam que usuários soltem as amarras socialmente construídas e compartilhem desenfreadamente pensamentos racistas, misóginos, xenofóbicos, entre outras formas de discriminação contra as minorias políticas – o que é inadmissível em um Estado democrático de direito que respeita os Direitos Humanos. A falta de informação, semente do preconceito, também é perigosa nas redes sociais e gera verdadeiras tragédias na vida real. Bullying, isolamento, insegurança, depressão, baixa autoestima, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, automutilação e tentativa de suicídio são apenas algumas das consequências.

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