‘Ninguém paga minhas contas’, diz Thaís Carla sobre comentários de ódio na web

Ela foi a primeira gorda a ganhar o Se Vira nos 30, do Domingão do Faustão, em 2009 – quando o movimento body positive (que prega o amor ao corpo, independente do formato), ainda nem pensava em chegar ao Brasil.

De férias na Bahia (terra de seu marido),  a dançarina, coreógrafa e professora de dança carioca Thaís Carla, 27 anos, não esconde a felicidade por estar em um dos melhores momentos da sua carreira. Além de fazer parte do balé da cantora Anitta há dois anos e dar aulas em seu estúdio de dança, ela é influenciadora digital e tem contratos com grandes marcas.

“Cheia de amor próprio e exalando bem-estar”, Thaís quebra padrões e inspira milhares de pessoas com discursos políticos no seu dia a dia e na web. Mostra ainda que o seu corpo “nunca a impediu de realizar sonhos”.

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Projeto fotográfico que mostra a beleza de mulheres gordas chega a Salvador

Muito provavelmente você está ou já esteve, alguma vez na vida, insatisfeito com o seu corpo. Não é que, do nada, você simplesmente deixasse de se amar. Mas, quando você é mulher, a pressão estética para alcançar um determinado padrão é grade. Esses efeitos da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos são ainda mais cruéis com as pessoas gordas, que enfrentam diariamente o preconceito (gordofobia) e tentam se encaixar em um padrão de beleza inalcançável.

As coisas pioram quando você busca referências na televisão, nas revistas e nas indústrias de moda e cosméticos e encontra pouquíssimas ou nenhuma. E foi justamente essa busca por representatividade que fez a fotógrafa Milena Paulina, 24 anos, criar um projeto fotográfico que colocasse mulheres gordas em evidência. Após fazer cliques de mais de 100 pessoas, o ‘Eu, Gorda’ chega a capital baiana nesta sexta-feira (2).

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Cinco filmes para refletir sobre a ditadura da beleza e amor-próprio

O maior serviço de streaming do mundo, a Netflix, lançou no mês passado o original Sierra Burgess é Uma Loser. O filme tem dividido opiniões porque, apesar de ter uma protagonista gorda – interpretada pela atriz Shannon Purser – muita gente pensa que o enredo possui falhas sérias e não promove o amor próprio e a confiança.

Em tempos de empoderamento feminino, movimento body positive e luta contra os preconceitos, separamos cinco filmes que têm uma mensagem bacana nesse sentido e que questionam a ditadura da beleza e/ou falam sobre amor-próprio. Prepare a pipoca!

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‘Amar seu corpo é ir contra tudo o que te ensinaram’, diz Alexandra Gurgel

Criadora do canal Alexandrismos no YouTube, hoje com 350 mil inscritos e 16 milhões de visualizações, a jornalista Alexandra Gurgel, 29 anos, lança seu primeiro livro, Pare de se Odiar: Porque Amar o Próprio Corpo é um Ato Revolucionário, na próxima segunda-feira (24). Essa é primeira obra brasileira a abordar temas como body positive (movimento que prega o amor ao corpo, independentemente do formato) e gordofobia.

Em 154 páginas e cinco capítulos, a autora alerta sobre questões corporais, como pressão estética e preconceito, e questiona os padrões impostos pela sociedade, levando a reflexões sobre o corpo. Confira entrevista completa com a youtuber, jornalista e militante, que falou com o CORREIO sobre preconceito, bem-estar e sobre o processo de escrita do seu livro. Deu ainda dicas para quem quer trilhar o caminho do amor próprio.

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Mulheres falam da dificuldade de encontrar roupas plus size

Ao entrar numa loja de roupas e pedir uma informação sobre uma peça escutar: “não tem pro seu tamanho” é um constrangimento constante para boa parte das gordas. “E realmente não tem, porque as roupas raramente são disponibilizadas em tamanhos grandes e, quando são, escondem o corpo, como se fosse algo do que se envergonhar”, conta a psicóloga Paula Gonzaga, que foi gorda a maior parte da sua vida.

“A mulher gorda, assim como a mulher negra (o que me contempla duplamente), ocupa um lugar de desvalorização dentro do sistema sexista. É como se ser gorda, ser negra, lhe tornasse menos mulher”, completa. Ela conta que uma vez, na escola, organizaram um passeio para um parque aquático e uma colega a aconselhou a não ir. “Tudo para que eu não me se sentisse exposta, porque usaria biquíni”.

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Paula Gonzaga acredita que a mulher gorda ocupa um lugar de desvalorização na sociedade

A dificuldade para encontrar tamanhos plus size – que, no Brasil, inclui modelos a partir de 44 (pasmem!) – não é só de Paula. É também da estudante Liz Poletto, 17. “Ou você vai em alguma loja específica – que tem seu tamanho – o que muitas vezes é bizarro, porque as roupas não são legais; ou você tem que sair garimpando por aí aquela única peça que vai te caber. Tenho que ficar horas batendo perna”, conta.

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Liz conta que tem que bater muita perna para encontrar roupas estilosas do seu tamanho

Ela critica o fato das lojas, plus size ou não, não possuirem roupas estilosas. “Não sei o que se passa na cabeça das pessoas. Pensam: ‘é gordinha, tem que se cobrir. Ponto, acabou’. Não é bem assim. Eu quero me vestir bem, quero estar bem com meu corpo. É um saco achar calça jeans, vestido e até a farda do colégio – não ligo de pegar o modelo masculino, mas tem muita menina que liga e fica triste”, revela. Confira depoimento de Liz: