Gordos agora podem entrar pela porta de desembarque nos ônibus de Salvador

As pessoas gordas que moram em Salvador podem comemorar. Elas agora podem, por lei, entrar pela porta de desembarque dos ônibus da cidade. A determinação é do Projeto de Lei (PL) nº 303/19, assinado no último dia 9 e publicado na edição desta terça-feira (17) do Diário Oficial da Câmara. A proposta foi idealizada pelo vereador e presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira (PCdoB).

A medida altera o parágrafo único do Artigo 1º da Lei 201/2007, que trata sobre a acessibilidade nos coletivos da cidade. Antes, a lei apenas beneficiava pessoas com dificuldades de locomoção e gestantes. As pessoas gordas eram citadas e tratadas como  ‘obesas’ e precisavam comprovar a doença antes de entrar pela porta de desembarque.

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Editora da PLUS, jornalista Naiana Ribeiro recebe homenagem na Câmara de Salvador

A jornalista Naiana Ribeiro é uma das homenageadas da sessão especial que será realizada nesta terça-feira (10 de setembro de 2019) no Plenário Cosme de Farias, da Câmara Municipal de Salvador (Praça Thomé de Souza, Centro). O encontro aberto ao público marca a comemoração do Dia do Gordo, celebrado nacionalmente em 10 de setembro, e está marcado para 18h30.

“A nossa luta é diária contra os diversos padrões e preconceitos que nos amarram. Ao contrário do que muita gente pensa, não queremos ‘implementar uma ditadura da gordura’. Queremos que a sociedade respeite não só os gordos como todas as minorias. Através do meu trabalho, mostro para as pessoas que o que importa é eles se sentirem bem consigo mesmas, independente do que digam sobre elas. Também discuto muito sobre a relação equivocada entre gordura e doença”, afirma a jornalista, que é repórter do jornal CORREIO e criou a PLUS, a primeira revista para gordas do país.

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Influenciadoras ministram palestra gratuita sobre gordofobia e autoestima

Três dos maiores nomes da militância body positive no Norte/Nordeste se reúnem em Salvador nesta sexta-feira (16 de agosto de 2019). A produtora cultural Carla Galrão, a consultora de moda e imagem Kika Maia e a jornalista Naiana Ribeiro irão ministrar uma palestra gratuita sobre gordofobia, autoestima e feminismo durante a programação do evento Comunidade do Conhecimento, promovido pela Rede FTC, no Shopping Paralela.

No bate-papo, as influenciadoras vão mostrar que a gordofobia pode fazer com que muitas pessoas adotem estratégias desumanas para chegar ao padrão considerado ideal. “Vamos destrinchar esse preconceito, mostrando suas causas e consequências. Vamos falar sobre empoderamento e autoestima, que é um processo diário, e sobre o crescimento do movimento body positive pelo mundo. Apesar da aceitação ser um processo interno, a inspiração vem do ambiente externo“, antecipa Carla.

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Militantes contra gordofobia pedem medicina mais humana

Por Laura Fernandes

Quando quis engravidar, a consultora de imagem, curadora de moda plus size e mãe Kika Maia, 42 anos, ouviu do médico que seu marido, na época, não iria fazer um filho nela porque estava gorda. “Teve uma médica ginecologista, na mesma época, que disse que eu não poderia engravidar porque não era saudável”, lembra Kika sobre o estigma “gordo não é saudável”.

Adepta do exercício físico e da alimentação equilibrada, Kika optou por uma vida saudável para se prevenir do histórico familiar. Sua mãe tem diabetes e seu pai teve câncer três vezes.

“É possível a pessoa ser gorda e saudável, a partir do momento que cuida da alimentação e faz atividade física”, defende Kika. “Agora, eu não atendo ao estigma de saudável”, completa.

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Dançarina Thais Carla se muda para Madre de Deus, na Bahia

Conhecida por suas participações no Domingão do Faustão, da Globo; no extinto programa Legendários, da Record; e por fazer parte do grupo de bailarinas da cantora Anitta, a dançarina, coreógrafa e professora de dança carioca Thaís Carla, 27 anos, está de casa nova.

Ela, que até então morava em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, decidiu se mudar para a região metropolitana de Salvador, na Bahia, para começar uma vida nova. Chegou no último dia 22 e, desde então, está na casa da sogra, em Madre de Deus, município que fica a 63 km da capital baiana. A ideia é passar uma temporada na terra do dendê.

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Artigo: Não há espaço para a execração; saiba como denunciar ódio na web

Por Naiana Ribeiro*

Se antes as pessoas já opinavam sobre a vida alheia, com a internet – e principalmente com as redes sociais – isso se amplifica e muita gente acredita que pode se expressar sem filtros. Muitos, inclusive, saem por aí destilando ódio e fazendo ‘piadas’ que desrespeitam e machucam. Reconheço a potência das redes sociais. Através delas, recebo diariamente mensagens de mulheres e homens que se inspiram nas minhas postagens, se empoderam e se sentem representados. Esse mesmo meio que une e conecta, paradoxalmente, é usado para difundir ideais pautados no ódio e na intolerância. Portanto, na mesma proporção das mensagens positivas, tenho que lidar com comentários gordofóbicos e preconceituosos.

Percebo que o anonimato e a falsa sensação de impunidade estimulam que usuários soltem as amarras socialmente construídas e compartilhem desenfreadamente pensamentos racistas, misóginos, xenofóbicos, entre outras formas de discriminação contra as minorias políticas – o que é inadmissível em um Estado democrático de direito que respeita os Direitos Humanos. A falta de informação, semente do preconceito, também é perigosa nas redes sociais e gera verdadeiras tragédias na vida real. Bullying, isolamento, insegurança, depressão, baixa autoestima, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, automutilação e tentativa de suicídio são apenas algumas das consequências.

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