Projeto fotográfico que mostra a beleza de mulheres gordas chega a Salvador

Muito provavelmente você está ou já esteve, alguma vez na vida, insatisfeito com o seu corpo. Não é que, do nada, você simplesmente deixasse de se amar. Mas, quando você é mulher, a pressão estética para alcançar um determinado padrão é grade. Esses efeitos da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos são ainda mais cruéis com as pessoas gordas, que enfrentam diariamente o preconceito (gordofobia) e tentam se encaixar em um padrão de beleza inalcançável.

As coisas pioram quando você busca referências na televisão, nas revistas e nas indústrias de moda e cosméticos e encontra pouquíssimas ou nenhuma. E foi justamente essa busca por representatividade que fez a fotógrafa Milena Paulina, 24 anos, criar um projeto fotográfico que colocasse mulheres gordas em evidência. Após fazer cliques de mais de 100 pessoas, o ‘Eu, Gorda’ chega a capital baiana nesta sexta-feira (2).

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Cinco filmes para refletir sobre a ditadura da beleza e amor-próprio

O maior serviço de streaming do mundo, a Netflix, lançou no mês passado o original Sierra Burgess é Uma Loser. O filme tem dividido opiniões porque, apesar de ter uma protagonista gorda – interpretada pela atriz Shannon Purser – muita gente pensa que o enredo possui falhas sérias e não promove o amor próprio e a confiança.

Em tempos de empoderamento feminino, movimento body positive e luta contra os preconceitos, separamos cinco filmes que têm uma mensagem bacana nesse sentido e que questionam a ditadura da beleza e/ou falam sobre amor-próprio. Prepare a pipoca!

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BI(EXISTE): se afirmar bissexual é um ato revolucionário

BI(EXISTE)! Neste 23 de setembro, Dia da Visibilidade Bissexual, declaro abertamente que sou bi. Nunca tive essa “necessidade” pois – na minha cabeça – poderia ficar/estar com quem quisesse e isso só dizia respeito a mim. Mas tenho estudado e lido muito sobre isso e, enquanto militante de causas relacionadas ao corpo e gênero, sempre defendi que a denominação de certas coisas e conceitos servem muito para demarcar espaço como forma de resistência.

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‘A aceitação leva a uma vida mais digna’, diz nutricionista

Autora do blog e canal do YouTube Não Sou Exposição, a nutricionista Paola Altheia desmistifica questões sobre a relação entre peso e saúde. Confira.

Muita gente associa gordura a doença. Por que?
Tem uma questão da maneira que se promove saúde – da questão higienista  da coisa  – e também tem uma grande indústria que promete felicidade e que está diretamente conectada com a magreza.

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‘Amar seu corpo é ir contra tudo o que te ensinaram’, diz Alexandra Gurgel

Criadora do canal Alexandrismos no YouTube, hoje com 350 mil inscritos e 16 milhões de visualizações, a jornalista Alexandra Gurgel, 29 anos, lança seu primeiro livro, Pare de se Odiar: Porque Amar o Próprio Corpo é um Ato Revolucionário, na próxima segunda-feira (24). Essa é primeira obra brasileira a abordar temas como body positive (movimento que prega o amor ao corpo, independentemente do formato) e gordofobia.

Em 154 páginas e cinco capítulos, a autora alerta sobre questões corporais, como pressão estética e preconceito, e questiona os padrões impostos pela sociedade, levando a reflexões sobre o corpo. Confira entrevista completa com a youtuber, jornalista e militante, que falou com o CORREIO sobre preconceito, bem-estar e sobre o processo de escrita do seu livro. Deu ainda dicas para quem quer trilhar o caminho do amor próprio.

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Alexandra Gurgel questiona padrões e defende a aceitação em seu primeiro livro

Muito provavelmente você está ou já esteve, alguma vez na vida, insatisfeito com o seu corpo. Se você é mulher, a pressão estética para alcançar um determinado padrão é maior: segundo pesquisa do Royal Society for Public Health, do Reino Unido, 90% das meninas de 14 a 24 anos se sentem infelizes com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos cirúrgicos. Os efeitos da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos são ainda mais cruéis com as pessoas gordas, que enfrentam diariamente o preconceito (gordofobia) e tentam se encaixar em um padrão de beleza inalcançável.

Até a atriz Bruna Marquezine – que serve de inspiração para muita gente como modelo de beleza – revelou na última semana que passou a vida sendo vítima de humilhação corporal (body shaming) e já sofreu com distúrbio de imagem e depressão. Essas são apenas algumas das consequências perigosas da não aceitação, que incluem também bullying, isolamento, insegurança, sedentarismo, compulsão alimentar, bulimia, baixa autoestima, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, negligência médica, automutilação, tentativa de suicídio, entre outras.

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