Militantes contra gordofobia pedem medicina mais humana

Por Laura Fernandes

Quando quis engravidar, a consultora de imagem, curadora de moda plus size e mãe Kika Maia, 42 anos, ouviu do médico que seu marido, na época, não iria fazer um filho nela porque estava gorda. “Teve uma médica ginecologista, na mesma época, que disse que eu não poderia engravidar porque não era saudável”, lembra Kika sobre o estigma “gordo não é saudável”.

Adepta do exercício físico e da alimentação equilibrada, Kika optou por uma vida saudável para se prevenir do histórico familiar. Sua mãe tem diabetes e seu pai teve câncer três vezes.

“É possível a pessoa ser gorda e saudável, a partir do momento que cuida da alimentação e faz atividade física”, defende Kika. “Agora, eu não atendo ao estigma de saudável”, completa.

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Seu corpo precisa mesmo mudar? Nutricionista Paola Altheia responde

Você já se perguntou por que 96% da população ocidental feminina está insatisfeita com o corpo que tem, segundo dados da StrategyOnen? Essa inquietação norteou a nutricionista comportamental Paola Altheia, que transformou sua pesquisa e conhecimento de anos em um livro, o Não Sou Exposição.

A obra, que está sendo vendida a partir de hoje pela editora Quintal Edições, reflete sobre imagem corporal, autoestima e saúde. Para isso, a especialista faz uma análise das mudanças do corpo feminino ao longo da história; reflete sobre a ‘indústria do emagrecimento’ e o culto à imagem; e traz as consequências dos padrões de beleza para a própria sociedade.

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‘Ninguém paga minhas contas’, diz Thaís Carla sobre comentários de ódio na web

Ela foi a primeira gorda a ganhar o Se Vira nos 30, do Domingão do Faustão, em 2009 – quando o movimento body positive (que prega o amor ao corpo, independente do formato), ainda nem pensava em chegar ao Brasil.

De férias na Bahia (terra de seu marido),  a dançarina, coreógrafa e professora de dança carioca Thaís Carla, 27 anos, não esconde a felicidade por estar em um dos melhores momentos da sua carreira. Além de fazer parte do balé da cantora Anitta há dois anos e dar aulas em seu estúdio de dança, ela é influenciadora digital e tem contratos com grandes marcas.

“Cheia de amor próprio e exalando bem-estar”, Thaís quebra padrões e inspira milhares de pessoas com discursos políticos no seu dia a dia e na web. Mostra ainda que o seu corpo “nunca a impediu de realizar sonhos”.

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Fluvia Lacerda desabafa sobre dificuldade de encontrar looks de gala plus size: ‘Engoli o choro’

A modelo plus size Fluvia Lacerda, 38 anos, dividiu com seus seguidores do Instagram a dificuldade que tem para encontrar roupas do seu tamanho para usar em eventos de gala.

“Vou começar a segunda com um desabafo. Ser mulher gorda e ter que ir para um evento de gala, que tem que se vestir maravilhosamente bem, é foda, independente de ser no Brasil, Estados Unidos ou Europa. Achar roupa legal à altura é muito difícil”, disse ela.

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‘Sou gorda e quem tá pegando não tá reclamando’, diz Maiara

A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, usou o seu Twitter para postar um vídeo em que aparece comendo pão com mortadela e brincando que estaria começando uma dieta, mas um fã (bem inconveniente, pra falar a verdade) falou que ela estava gorda. A sertaneja não deixou barato.

“Olha, gente, mortadela no pão integral, viu? Comecei a dieta. Eu mesma faço a minha dieta”, disse no vídeo, enquanto a sua funcionária diz ao lado: “É a minha gordinha mais gostosa do Brasil”.
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Por que emagrecer é sinônimo de vitória e engordar é visto como derrota?

Temos que parar de tratar o emagrecimento como sinônimo de vitória e o engordar como de derrota.

Mais cedo, me meti em mais uma discussão sobre isso. Destaco: não sou contra o emagrecimento. Acho que é uma escolha pessoal e intransferível de qualquer pessoa e respeito quem quer emagrecer. O que questiono e continuarei questionando é o porquê o “gordo” é sinônimo de algo ruim/doença enquanto magro é sinônimo de vencer/saudável. Todos os tipos de corpos podem ter pessoas doentes, assim como podem ter pessoas que esbanjam saúde.. Basta manter esses hábitos.
Como você sabe que o colesterol de um gordo é alto? O meu, por exemplo, é ótimo. Mas, mesmo se não fosse, é uma escolha minha. Tem muita gente propagando um discurso preconceituoso disfarçado de falsa preocupação com a saúde alheia. Que tal substituir isso por amor, por acolhimento?

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