Fluvia Lacerda desabafa sobre dificuldade de encontrar looks de gala plus size: ‘Engoli o choro’

A modelo plus size Fluvia Lacerda, 38 anos, dividiu com seus seguidores do Instagram a dificuldade que tem para encontrar roupas do seu tamanho para usar em eventos de gala.

“Vou começar a segunda com um desabafo. Ser mulher gorda e ter que ir para um evento de gala, que tem que se vestir maravilhosamente bem, é foda, independente de ser no Brasil, Estados Unidos ou Europa. Achar roupa legal à altura é muito difícil”, disse ela.

A modelo foi convidada para participar de um evento de gala e contou que teve tanta dificuldade para encontrar uma roupa durante toda a semana passada, que chegou até a chorar de frustração.

“Fiquei super feliz pela oportunidade dada. Mas ao passo que vivi este êxtase, vivi o contrário, a frustração de não conseguir encontrar uma roupa a altura de um evento como esse que uma mulher veste o manequim pequeno tem. Passei uma semana punk. Engoli o choro a seco muitas vezes”, disse ela, que agora encontrou uma stylist para lhe ajudar a achar o vestido.

“Eu consigo ver como as pessoas que não vivem debaixo da pele de ser uma mulher gorda não entendem que é foda e muito difícil. Quando muitas vezes vocês me mandam depoimento falando que têm casamento, eventos para ir e não acham roupas e choram, sofrem, eu entendo. Passo por essas merdas também. É muito difícil. Para quem não passa por esses perrengues parece uma coisa boba. A gente que passa sabe como é.”

Essa não é a primeira vez que Fluvia toca no assunto. Em abril, a modelo teve que confeccionar o próprio vestido para ir a um evento de gala por conta da falta de opções no mercado.

Uma das principais modelos plus-size do mundo, a top já chegou a afirmar que até hoje, com mais de 15 anos de carreira, costuma ser desacreditada e desrespeitada por fotógrafos por causa de seu corpo. “Fotógrafos me subestimam por ser gorda”, afirmou ela, que defende o uso do adjetivo gorda, ao invés de diminutivos como “gordinha” ou “fofinha”.

Projeto fotográfico que mostra a beleza de mulheres gordas chega a Salvador

Muito provavelmente você está ou já esteve, alguma vez na vida, insatisfeito com o seu corpo. Não é que, do nada, você simplesmente deixasse de se amar. Mas, quando você é mulher, a pressão estética para alcançar um determinado padrão é grade. Esses efeitos da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos são ainda mais cruéis com as pessoas gordas, que enfrentam diariamente o preconceito (gordofobia) e tentam se encaixar em um padrão de beleza inalcançável.

As coisas pioram quando você busca referências na televisão, nas revistas e nas indústrias de moda e cosméticos e encontra pouquíssimas ou nenhuma. E foi justamente essa busca por representatividade que fez a fotógrafa Milena Paulina, 24 anos, criar um projeto fotográfico que colocasse mulheres gordas em evidência. Após fazer cliques de mais de 100 pessoas, o ‘Eu, Gorda’ chega a capital baiana nesta sexta-feira (2).

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‘A aceitação leva a uma vida mais digna’, diz nutricionista

Autora do blog e canal do YouTube Não Sou Exposição, a nutricionista Paola Altheia desmistifica questões sobre a relação entre peso e saúde. Confira.

Muita gente associa gordura a doença. Por que?
Tem uma questão da maneira que se promove saúde – da questão higienista  da coisa  – e também tem uma grande indústria que promete felicidade e que está diretamente conectada com a magreza.

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‘Amar seu corpo é ir contra tudo o que te ensinaram’, diz Alexandra Gurgel

Criadora do canal Alexandrismos no YouTube, hoje com 350 mil inscritos e 16 milhões de visualizações, a jornalista Alexandra Gurgel, 29 anos, lança seu primeiro livro, Pare de se Odiar: Porque Amar o Próprio Corpo é um Ato Revolucionário, na próxima segunda-feira (24). Essa é primeira obra brasileira a abordar temas como body positive (movimento que prega o amor ao corpo, independentemente do formato) e gordofobia.

Em 154 páginas e cinco capítulos, a autora alerta sobre questões corporais, como pressão estética e preconceito, e questiona os padrões impostos pela sociedade, levando a reflexões sobre o corpo. Confira entrevista completa com a youtuber, jornalista e militante, que falou com o CORREIO sobre preconceito, bem-estar e sobre o processo de escrita do seu livro. Deu ainda dicas para quem quer trilhar o caminho do amor próprio.

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